FÁBRICA DE ARMAS DOS EMIRADOS ÁRABES NO BRASIL

Foi firmado no dia 06/10/2016, um acordo entre a Caracal International LLC, empresa que fabrica armas de fogo, e a Delfire Indústria e Comércio de Extintores, que visa a instalação de uma planta industrial dessa empresa no estado de Goiás. A iniciativa tem o apoio do governo local, que foi representado na cerimônia de assinatura de memorando de entendimento entre as duas empresas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico (SED), Luiz Maronezi, e pelo superintendente de Ações e Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), o delegado federal Emmanuel Henrique. A previsão é de que sejam gerados com a consolidação do projeto cerca de 1.250 empregos diretos e indiretos.

Momento de assinatura do acordo entre a Caracal International LLC e a Delfire
Momento de assinatura do acordo entre a Caracal International LLC e a Delfire Insdustria e Comércio de Extintores

O pioneirismo de uma indústria bélica em Goiás é sonho antigo do empresário goiano Paulo Humberto Barbosa, que há dois anos tomou a iniciativa dos primeiros contatos. Neste período, buscou parcerias, até manter contato direto com o chefe de Operações da empresa, o germânico Robert Hirt. O acordo fechado diretamente com o príncipe Hamad Al Almeri é o ponto auge dessa trajetória.

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De acordo com o memorando de entendimento, as três partes se comprometem a trabalhar no sentido de viabilizar a instalação de uma indústria da Caracal no Brasil, buscando a aprovação inicial do governo para a fabricação de armamentos. Se comprometem, também, a construir um plano de viabilidade para o empreendimento. Devem, ainda, elaborar um projeto para o início das atividades da indústria, primeiramente para montagem de peças e avançando para a fabricação de armas. Assinaram o memorando Hamad Al Almeri, presidente da Caracal International, os empresários Paulo Humberto Barbosa e Augusto de Jesus Delgado, Luiz Maronezi (SED) e Emmanuel Henrique (SSPAP) que representaram o governo local. A previsão é de que sejam gerados com a consolidação da iniciativa cerca de 1.250 empregos diretos e indiretos.

Pistola Caracal Enhanced F 9 e submetralhadora Caracal CMP9
Pistola Caracal Enhanced F 9 e submetralhadora Caracal CMP9

No website da Caracal é informado que eles produzem apenas um modelo de pistola, o Caracal Enhanced F, em calibre 9mm Parabellum (9x19mm), um modelo de submetralhadora, a CMP9, também em 9mmP, três modelos de fuzil de assalto, o CAR 814, CAR 816 e CAR 817AR, nos calibres 5,56x45mm, 5,56x45mm e 7,62x51mm, respectivamente. Produz também três modelos de fuzil (ou rifle) de precisão, CSR 338, CSR 308 e CAR817D, nos calibres .338 Lapua Magnum, 7,62x51mm e 7,62x51mm, respectivamente, e por conta disso provavelmente suas vendas para o Brasil, serão focadas nas Forças de Segurança Pública e Forças Armadas, já que os calibres de suas armas são todos restritos.

Fuzis Caracal modelo: CAR 814, CAR 816 e CAR 817AR
Fuzis Caracal modelo: CAR 814, CAR 816 e CAR 817AR

Apesar de o foco da empresa ser o Estado, é importantíssimo observarmos que esse é um marco de muita relevância para a indústria bélica brasileira, já que pela primeira vez desde que a Beretta vendeu seus maquinários e projetos para a Taurus, lá pelos idos de 1980, uma indústria estrangeira se instalará no país, quebrando assim o oligopólio (quase que um monopólio) imposto pela Taurus e IMBEL, no país. Não podemos descartar a Boito de nosso mercado, porém ela é focada na fabricação de espingardas (mercado que divide com a CBC), ou seja, na verdade temos apenas 3 empresas do ramo instaladas no país , a CBC, que é dona de 51% das ações da Taurus, IMBEL e Boito, sendo que pouco competem entre si.

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A Taurus/CBC fabrica pistolas, revólveres, submetralhadoras, carabinas e espingardas. A IMBEL por sua vez fabrica pistolas, rifles e fuzis de assalto. A Boito, como dito anteriormente, é focada na fabricação de espingardas. Como podemos ver, tirando a Boito que compete com a CBC/Taurus, as outras duas possuem quase que um acordo de cavalheiros: uma não entra no mercado da outra, sendo que a competição que existe é quanto a fabricação de pistolas. Mesmo assim, a Taurus tem uma gama muito maior deste produto do que a IMBEL.

Rifles de precisão Caracal modelo: CSR 338, CSR 308 e CAR 817DMR.
Rifles de precisão Caracal modelo: CSR 338, CSR 308 e CAR 817DMR.

Na humilde opinião deste que vos escreve, a Caracal afetará com mais força a fatia de mercado da IMBEL, pois ela fabrica justamente dois de seus produtos mais vendidos ao Estado, os rifles de precisão e fuzis de assalto. O mercado de armas curtas da Taurus não será muito afetado, já que continuarão a vender pistolas .40 S&W e revólveres .38 SPL, e demais armas curtas de diferentes calibres que o Estado demandar. A Taurus possui também um leque maior de modelos de submetralhadoras a oferecer, diferente da Caracal, que no momento tem apenas um modelo.

Devemos lembrar que em 2013, a CZ-UB também assinou um acordo com o Brasil e ela se instalaria na cidade de Pomerode-SC, mas este fato acabou não se tornando realidade e a CZ desistiu do acordo em 2015. Resta então sabermos se a Caracal de fato conseguirá ser mais forte que o lobby feito pelas indústrias bélicas nacionais. Todos esperamos que sim, e que finalmente tenhamos armas de melhor qualidade sendo usadas por nossos policiais e militares.

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Criador do blog Firearms Brasil. Atirador Informal, Técnico em Informática, mineiro e apaixonado pelo mundo das Armas de Fogo.

6 COMENTÁRIOS NO ARTIGO: “FÁBRICA DE ARMAS DOS EMIRADOS ÁRABES NO BRASIL

  1. As antigas armas deles deram muitos problemas e passaram por recall nem nos EUA tem mais delas , pelomenos a empresa preza pelo seu consumidor

  2. Esses árabes são muçulmanos e vieram para vender armas para América Latina, ou seja, para ditaduras comunistas fuder mais ainda o Brasil. Esses vagabundos muçulmanos tem que ser expulsos do mundo. Eles que voltem para a sua terra e se matem por lá. Fora comunistas. Intervenção Militar urgente.

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