O golfinho e a banalização da vida humana

“Esta semana fomos assolados com mais noticias brutais: Laura Pamela, uma turista Argentina, fora cruelmente assassinada nas areias de Copacabana. As noticias dizem que ela – ao perceber que se tratava de um assalto – decidiu correr e na fuga levou uma facada no peito, levando assim, ao seu óbito. Também no Rio de Janeiro um professor universitário Peruano de alcunha Carlos Samanez fora assassinado quando passeava com seu cão, segundo o IML da cidade o mesmo morrera devido a uma facada que levara. Em Salvador um turista Suíço fora cruelmente assassinado após um sequestro relâmpago. Tomaram-lhe seus pertences e o deixaram nu e então o balearam.

Assassinos de Laura Pamela sendo conduzidos após terem cometido o crime.
Assassinos de Laura Pamela sendo conduzidos após terem cometido o crime.

Talvez, vocês sequer sabiam de todas estas mortes, mas de certo sabiam que em Santa Teresita na Argentina um golfinho – supostamente – morrera após ser retirado do mar para fotos. A repercussão fora imediata. Centenas de sites noticiaram tal crueldade e como não poderia ser diferente, várias pessoas compartilharam tal noticia com indignação e longos textos reflexivos. Blogueiros ovularam com a possibilidade de criticar a raça humana e explicar todas as desgraças da sociedade em torno das ações humanas e sua capacidade de ‘adiantar o fim’.

As noticias de novos homicídios no Brasil são tão rápidas quanto o bater de asas de um beija-flor. Não temos tempo de digerir tanta desgraça e talvez por isso estejamos em uma onda de anestesia, onde parece que perdemos totalmente a capacidade de nos indignar com a crueldade ante a um ser humano e somos extremamente solidários com a vida animal. Parece, aos meus olhos, que já há uma aceitação de que ‘o Brasil é violento mesmo e não há nada que possamos fazer, vamos tentar salvar ao menos os animais. ’

Por outro lado há uma culpa imensa na forma de pensar destas pessoas que acham que ‘punição não resolve’. Na era do ‘deboismo’ soluções tangíveis são vistas como agressão e parece-me cada vez mais que as pessoas acreditam piamente que existe um mundo de algodão doce, ou quiçá, que já estão a viver em um. Pensar diferente não é demérito algum, pois todos tem a liberdade de discordar e vejo com ótimos olhos o paradoxo de ideias. Entretanto quando esta forma de pensar implica em mais mortes, aí é dever do patriota querer e propor mudanças.

up6Falar em punições a crimes é um campo minado, pois temos que lidar com o discurso ultra subjetivo das ações humanas propostos pela ala sociológica. Um homem não mata mais porque fez uma escolha, o homem mata porque suas ações são resultado de tudo aquilo que o afetou durante sua vida e como ele vivera até então. Assim sendo, até o crime é subjetivo. Há crime quando eu tive uma vida desgraçada e agi por impulso de ‘sobrevivência’? Minhas ações não me pertencem mais. Sou vítima mesmo sendo réu. Não sou mais eu, é a arma de fogo, é a faca, é o tijolo, é o meu braço – que não me pertence – estrangulando um pescoço. Viram como esta seara pode ser extremamente subjetiva e ‘non sense’?

A vida humana interessa, sim! Temos que nos indignar com tanta crueldade contra vitimas indefesas a todo o momento, sim! Temos que mandar para fora do convívio da sociedade estas pessoas que – por escolha – ceifaram a vida de mães e pais de família, sim! Temos que ter a liberdade de escolher se queremos nos defender com uma arma de fogo, sim! Temos que acabar com regalias de pessoas que não tem o mínimo de consideração com a vida humana, sim! Não podemos ter dó, piedade, de quem não tem piedade! É o pai que abraça o filho pela ultima vez, é a mãe que diz o último ‘eu te amo’, é o casal recém casado que se beijou pela ultima vez, é trabalhador que luta pelo seu salário que saiu pela última vez para trabalhar, é o policial que doa sua vida para defender a quem não conhece saindo para seu último turno, entre outro milhares de exemplos de pessoas QUE NÃO VOLTAM MAIS! São estas vítimas que não existem mais por causa de um ato de uma pessoa que eles querem nos convencer não merecer punição. Eu digo não! Eles merecem ser punidos SIM!”

Este texto foi escrito pelo amigo André Felipe do canal Tchô Perguntar, no youtube!

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Criador do blog Firearms Brasil. Atirador Informal, Técnico em Informática, mineiro e apaixonado pelo mundo das Armas de Fogo.

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