CALIBRE DA SEMANA: .50 BMG

Boa tarde leitores, tivemos um atraso para a postagem da coluna esta semana pois tive alguns problemas pessoais, os quais tive que resolver durante a semana, por isso o blog e nossa página do facebook e twitter ficaram meio “abandonadas”. Mas esta semana entraremos com força total, e hoje, como prometido, tem nossa coluna Calibre da Semana, e falaremos sobre o .50 BMG

O calibre .50 BMG foi criado por John Moses Browning no final de 1910 devido a necessidade do Exército americano de um calibre antiaéreo, mas entrou em serviço apenas em 1921. Ele foi baseado no calibre .30-06 Springfield e foi desenvolvido para ser usado em uma metralhadora Browning M1919/M1917, que ele mesmo desenvolveu por volta de 1900 (mas que foi adotada pelo Exército Americano apenas em 1917). Munições perfurantes incendiárias traçantes (APIT, na sigla em inglês), eram muito efetivas contra contra aviões. As munições perfurantes (AP) e perfurantes incendiárias (API), eram excelentes para destruir estruturas de concreto, bunkers e veículos de combate blindados.

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Mauser Tankgewehr M1918 em 13,2mm

O desenvolvimento do .50 BMG, é, algumas vezes, confundido com o calibre 13,2mm TuF, alemão, que foi desenvolvido para ser usado por rifles contra tanques britânicos, porém, o desenvolvimento do .50 BMG, começou muito antes do 13,2mm TuF estar pronto e antes mesmo de ser conhecido pelas forças aliadas. Quando o calibre alemão se disseminou, as forças militares chegaram a indagar se o .50 BMG era uma cópia do 13,2mm ou se o 13,2mm foi usado como base para o .50 BMG. O Exército Americano chegou a testar o 13,2mm para ser usado em suas metralhadoras, mas foi descartado, pois sua performance era inferior a do .30-06. E porque possuía um cartucho semi-aro,  e por isso a munição não era boa para ser usada em armas automáticas.

Décadas depois, o .50 BMG foi refeito para que pudesse ser usado em rifles, além das metralhadoras.

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Soldado americano na Normandia com uma Browning M2HB .50 BMG

Durante a Segunda Guerra Mundial o .50 BMG foi primeiramente usado nas metralhadoras Browning M2, com o propósito de ser usado como uma arma antiaérea. Uma das variantes da M2 é usada até hoje por forças militares do mundo todo. Desde os meados dos anos 50, veículos blindados de transporte de pessoal foram feitos para aguentarem o calibre .50 BMG, fazendo com que a arma perdesse um pouco de sua utilidade contra esse tipo de veículo. Ele continua sendo um calibre mais perfurante do que outros menores, porém, as armas que usam este calibre são muito mais pesadas e de difícil transporte. A distância de tiro e sua precisão é maior do que a de metralhadoras leves quando fixadas a tripés. O .50 BMG não foi usado como calibre padrão das metralhadoras montadas nos veículos das forças ocidentais.

Para comparar o poder desta munição basta colocar lado a lado a energia do .30-06 Springfield, calibre padrão de rifles do Exército Americano e usado por diversos caçadores, ele produz uma energia de 3 a 4 Kilojoules, já o .50 BMG produz de 14 a 18 Kilojoules, dependendo da carga de pólvora e do peso do projétil usado. Devido ao alto coeficiente balístico do projétil, a trajetória dele sofre menos variações do que calibres menores com o vento, fazendo este uma boa escolha para ser usado em rifles.

As dimensões do .50 BMG é de 12,7x99mm, uma carga de 290gr. Usa uma cápsula baseada na cápsula do .30-06, porém, as paredes da cápsula são mais longas, para facilitar a alimentação dos diversos tipos de armamentos que a utilizam.

Esta munição chega a alcançar a velocidade de até 928 m/s na boca do cano, nesse caso, usando um projétil de 647gr e pode alcançar a energia de 18.050 J.

 

 

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Criador do blog Firearms Brasil. Atirador Informal, Técnico em Informática, mineiro e apaixonado pelo mundo das Armas de Fogo.

6 COMENTÁRIOS NO ARTIGO: “CALIBRE DA SEMANA: .50 BMG

  1. certa vez estava eu pesquisando sobre a famosa .50 BMG por ai qndo resolvi ver algo mais cientifico e entrei no google acadêmico e vi um trabalho alias um TCC universitario sobre um material balistico para coletes… Leitura vai leitura vem qndo chego em uma tabela onde uma coluna diza peso do projetil… a linha dizia .50 e o peso era… 655g…………… man… rachei vei kkkkk ah dizia peso em gramas tambem pensei q esse g pode ser grains mas num era huashuas

    1. A falta de um bom material neste assunto que me motivou a criar este blog, espero que este artigo tenha sido melhor que o TCC que leu, que os dados técnicos estejam o mais correto possível, pois é exatamente este o objetivo deste blog. Um abraço

  2. Muito bom o artigo. Excelentes informações da origem do calibre, só pra complementar uma coisa, o .50 tem algumas “variantes”(não conheço um termo melhor) modernas como o Raufoss MK211, que pode perfurar até mesmo 52mm de blindagem em RHA. Isto é similar a capacidade que um canhão 20mm(20x110mm pra ser exato) tem de perfurar blindagens. Além de ter componente incendiário e explosivo(heiap – High explosive incendiary/armor piercing ammunition), o suficiente para desabilitar uma aeronave com um tiro no rotor ou no tanque de combustível. Poucos veículos possuem uma blindagem capaz de aguentar um disparo deste calibre e mesmo tais veículos, um tiro numa lagarta ou num sensor pode compromete-lo.

    Tem também uma variante que não lembro o nome própria para tiros de longo alcance, que possui uma precisão abaixo de um MOA.

    Grato pela atenção.

  3. So complementando o 50 não foi exatamente “baseado”, mas o JMB aumentou a escala do 30-06, mantendo todas as proporções do 30-06 para chegar ao 50. Veja que os dois cartuchos são idênticos em formato e variam apenas em tamanho. Reza uma lenda que ele fez o mesmo com o 45 ACP e o 380, nesse caso reduzindo a proporção do 45 para cerca de 78% (careço de fonte confiável)

  4. Vendo documentários sobre aquela snipe barret m82a1; mano ela é muito apelona. Atravessou mais de 3.000 folhas de papel, blindado, aviões. no jogo cross fire, 1 tira dela arranca todo o hp de 2 inimigos acertando no pé. kkkkkkk parabens pelo artigo Ricardo.

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